Sociólogo · Escritor

Franz J. Brüseke

Sociólogo alemão radicado no Brasil. Investigou a Amazônia, o caos e a contingência, e uma pergunta que atravessa toda a obra: o que a técnica faz com a sociedade. Paralelamente às quatro décadas de ensino e pesquisa, escreve romances e poesia.

Sociologia da técnica Modernidade e contingência Desenvolvimento e Amazônia Romance e poesia
Retrato de Franz J. Brüseke, de óculos e cabelo branco, com camiseta preta
Formação
Doutor em Sociologia, Universidade de Münster (1982)
Universidades no Brasil
UFPa · UFSC · UFS
Obra
4 livros acadêmicos · 8 romances · 2 livros de poesia · dezenas de artigos
Línguas
Português e alemão

Sobre

Do Rio Ruhr ao Amazonas, e de volta à literatura

Franz J. Brüseke nasceu em 1954 em Hamm, na Vestfália, região industrial do Ruhr. Estudou Sociologia e Filosofia em Münster, onde se formou em 1977 e doutorou-se em 1982 com uma tese sobre sociologia política.

Nos anos 1970 participou da imprensa alternativa de Münster, como redator da revista Knipperdolling, e em 1981 publicou com Hans-Martin Große-Oetringhaus um estudo sobre os jornais alternativos da República Federal da Alemanha.

Trabalhou entre 1982 e 1987 na VHS em Hamm e mudou-se para Belém como especialista integrado GTZ/CIM no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA/UFPa). Ali pesquisava a industrialização e o desenvolvimento sustentável na Amazônia sob a ótica da teoria do caos determinístico. Passou depois pela UFSC, onde fundou o SOCITEC, e pela Universidade Federal de Sergipe.

A partir de 2016 publica romances em alemão e português, sobre migração alemã para a América Latina, o "homem branco" nos trópicos e as marcas que o nazismo deixou. É membro do Verein Deutsche Sprache, associação de língua alemã.

Nascimento
1954, Hamm (Alemanha)
Graduação
Sociologia, Münster, 1977
Doutorado
Münster, 1982 (orientador: Arno Klönne)
Atuação
Professor de Sociologia no Brasil desde 1987
Núcleo de pesquisa
SOCITEC: Sociedade, Ciência e Tecnologia
Apoio à pesquisa
CIM/GTZ, CNPq, CAPES, IDRC (Canadá)
Associação
Verein Deutsche Sprache

Trajetória

Linha do tempo

  1. Nasce em Hamm, Vestfália

    Escola primária em Hamm (1960–64) e Freiherr-vom-Stein-Gymnasium (1965–72).

  2. Estudos em Münster

    Germanística, Filosofia, Pedagogia e Sociologia na Westfälische Wilhelms-Universität. Diploma em Sociologia em 1977. Na mesma década atua como redator da revista alternativa Knipperdolling.

  3. Primeiro livro

    Blätter von unten, sobre os jornais alternativos da República Federal, com Hans-Martin Große-Oetringhaus.

  4. Doutorado e Volkshochschule Hamm

    Doutor em Sociologia por Münster com Arno Klönne. Chefe de departamento na Volkshochschule de Hamm.

  5. Chegada ao Brasil

    Especialista integrado GTZ/CIM no NAEA da Universidade Federal do Pará, em Belém. Professor de Sociologia na UFPa até o fim dos anos 1990 e diretor fundador do doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (PPGDSTU).

  6. Chaos und Ordnung e estadia em Berlim

    Publica a monografia sobre caos e ordem no processo de industrialização. Período sabático na FU Berlin, com Elmar Altvater.

  7. Pesquisa sobre o ouro na Amazônia

    Estudo sobre garimpo e mineração, financiado por UFPa/NAEA e IDRC, junto com Armin Mathis, que resulta em Riqueza Volátil (1997). Em A Lógica da Decadência (1996) aprofunda a reflexão sobre sociedade e natureza e a desordem causada pelo desenvolvimento.

  8. Universidade Federal de Santa Catarina

    Ingressa por concurso na UFSC, contribui para a pós-graduação em Sociologia e funda o SOCITEC. Publica A Técnica e os Riscos da Modernidade (2001), A Modernidade Técnica (artigo, 2002) e Mística e Sociedade (2006).

  9. Universidade Federal de Sergipe

    Professor na pós-graduação em Sociologia. Lança A Modernidade Técnica (livro, 2010) e Teoria Social e Técnica (2012). Sabático na TU Berlin com Werner Rammert (2012). Depois segue como professor colaborador na UFS e na UFSC.

  10. Romances e poesias em alemão

    Oito romances, um conto e dois livros de poesia:

    • 2019Hans Noll in Amazonien e Gringo, romances
    • 2020Wassermann, romance
    • 2020/21Zeus und Goldenberg, romance (Editora Dittrich)
    • 2023Die Insel der Millionäre, Die Lesereise e Ninive, romances
    • 2024Berlin antwortet nicht, romance; em português Berlim não responde (Editora Ateliê de Humanidades)
    • 2025Tropische Fantasie, poesias (Editora Limes), bilíngue alemão e romeno
    • 2026Wassermann em português (Editora 7Letras), Schwankende Worte, poesias, e Die Schreibschule (Editora IFB)

Livros

Obras publicadas

Livros e monografias de sociologia, romances e poesia, com dados editoriais confirmados em catálogos, bibliotecas ou páginas de editoras.

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Capa de Wassermann, edição em português da Editora 7Letras

Romance · Português e alemão

Wassermann

Wassermann trabalhou vinte anos como assistente de desenvolvimento em Angola, Moçambique e no Nordeste seco do Brasil, construindo poços e sistemas de água potável. Chamado a Berlim para um exame de rotina, é avaliado pela psicóloga Isabella, e o resultado põe fim ao seu trabalho. O serviço secreto alemão (BND) o envia ao Brasil para reunir informações, sem que ele entenda bem o propósito. A missão inclui a Venezuela em crise e a Colômbia ainda em guerra civil. O livro se organiza em capítulos breves, cada um a partir de uma de cem palavras, que desperta lembranças, reflexões e episódios da vida do protagonista.

Ed. em português Editora 7Letras, 2026 · 176 p. · ISBN 9788542108927Original alemão BoD, Norderstedt, 2020 · ISBN 978-3-7519-0207-6

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Capa de Die Schreibschule: Eine Erzählung, IFB Verlag Deutsche Sprache

Conto · Alemão

Die Schreibschule

A escola de escrita

Um homem vai parar num curso de escrita, onde aprende como se escreve um romance politicamente correto.

Editora IFB Verlag Deutsche Sprache, KamenAno 2026Páginas 68ISBN 978-3-949233-36-4

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Capa de Berlin antwortet nicht, Ateliê de Humanidades Editorial

Romance · Alemão

Berlin antwortet nicht

Berlim não responde

Num cenário especulativo em que as antigas linhas de conflito da Europa voltam a se abrir, exilados alemães buscam refúgio na América do Sul. Segundo a editora, é uma narrativa de fantasia que pode ser premonição de acontecimentos, e a ficção talvez ajude a evitá-los.

Editora Ateliê de Humanidades Editorial, Rio de JaneiroAno 2024Páginas 238ISBN 978-65-86972-27-6

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Capa de Ninive oder das Wichtigste, romance

Romance · Alemão

Ninive

Oder das Wichtigste · Ou o mais importante

Jonathan recebe a missão misteriosa de escrever um último livro, que deve tratar apenas do mais importante. As pesquisas o levam às catacumbas de Roma, onde um grupo de resistência tenta salvar o que resta da civilização ocidental.

Editora Norderstedt (BoD)Ano 2023Páginas 266ISBN 978-3-7528-7894-3

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Capa de Die Insel der Millionäre, romance

Romance · Alemão

Die Insel der Millionäre

A ilha dos milionários

Depois de um acidente grave, com lesão cerebral, um homem de destaque num movimento ambiental contra a poeira acorda numa ilha misteriosa, sem saber como chegou lá. Sua mulher, Thalia, o ajuda a recordar.

Editora Norderstedt (BoD)Ano 2023Páginas 164ISBN 978-3-7543-2159-1

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Capa de Die Lesereise, romance

Romance · Alemão

Die Lesereise

A viagem de leituras

Um velho percorre o país lendo, para um público simples, sobre todos os temas imagináveis. Um menino se torna seu ajudante e leva a mala de manuscritos. Quando o velho morre, deixa uma herança perigosa que define o caminho do menino.

Editora Norderstedt (BoD)Ano 2023Páginas 236ISBN 978-3-7460-3120-0

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Capa de Zeus und Goldenberg, Dittrich Verlag

Romance histórico · Alemão

Zeus und Goldenberg

Zeus e Goldenberg

Hamm, 1936. Zeus, jovem comunista, e Goldenberg, judeu sem fé, encontram abrigo com um padre que os esconde como sacristão e bibliotecário. Quando o padre entra na mira dos nazistas, Zeus ajuda Goldenberg a fugir e precisa deixar o país. A amizade dos dois atravessa a guerra e chega ao pós-guerra.

1ª ed. BoD, fev. 2020 · 272 p. · ISBN 978-3-7504-5123-0Ed. Dittrich Weilerswist-Metternich, 2021 · 204 p. · ISBN 978-3-947373-57-4

Onde comprarAmazon.deDittrich (Beam-Shop)Lesejury (ed. BoD)

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Capa de Gringo: eine globale Geschichte, edição de 2023

Romance · Alemão

Gringo

Eine globale Geschichte

Em duas partes, Der verlorene Sohn e Der alte weiße Mann. Georg procura ajuda de uma psicóloga e descobre que o pai fugiu do Exército Soviético para o Brasil, onde o gerou. Sem sentir-se em casa em lugar nenhum, vive entre o Brasil e a Europa: contrabandista no Caribe, dono de bar em Hamburgo, estudante de filosofia em Münster. Velho, num iate decadente, encontra a estudante de cinema Simone.

1ª ed. BoD, 2019 · 500 p. · ISBN 978-3-7494-5539-3Nova ed. BoD, 2023 · 386 p. · ISBN 978-3-7347-2142-7

Onde comprarAmazon.de (nova ed., capa atual)Amazon.de (1ª ed.)buecher.de

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Capa de Hans Noll in Amazonien, edição de 2023

Romance · Alemão

Hans Noll in Amazonien

Ein Bericht

Os trinta anos do geólogo Hans Noll no Brasil começam na primeira noite, num bairro de má fama de Belém, porta de entrada da floresta. Ali cruza garimpeiros, cooperantes sabichões e contrabandistas de armas. Faz amizade com um médico que ninguém suporta e aprende uma filosofia regada a cerveja sobre o fracasso do homem branco nos trópicos, com um frade franciscano de misticismo naturalista como contrapeso.

1ª ed. BoD, 2019 · 288 p. · ISBN 978-3-7460-9462-5Nova ed. BoD, 2023 · 298 p. · ISBN 978-3-7347-6350-2

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Capa de Schwankende Worte: Gedichte, com um farol sobre um penhasco na neblina

Poesia · Alemão

Schwankende Worte

Gedichte · Palavras oscilantes

Cinquenta e sete poemas contemporâneos, reunidos por temas: metapoética e apocalipse; existência e transitoriedade; paixão e amor; coisas e transcendência; sociedade; verdade e mentira; tempo e dor; pátria e exílio.

Editora BoD, HamburgoAno 2026Páginas 140ISBN 978-3-6963-9724-1

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Capa de Tropische Fantasie / Fantezie tropicală, Editura Limes

Poesia · Alemão e romeno

Tropische Fantasie

Fantasia Tropical · Fantezie tropicală

Livro de poemas publicado na Romênia, com título em alemão e em romeno.

Editora Limes, FloreştiAno 2025ISBN 978-606-799-883-2

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Capa de A Modernidade Técnica: contingência, irracionalidade e possibilidade, Editora Insular

Sociologia · Livro

A Modernidade Técnica

Contingência, irracionalidade e possibilidade

Argumenta que ciência e técnica são o eixo da sociedade moderna, e que a modernização técnica superou o projeto emancipatório inacabado do Iluminismo. A frase "algo é assim, mas também poderia ser diferente" expressaria a essência da modernidade, o que ficou evidente depois de 11 de setembro de 2001.

Editora Insular, FlorianópolisAno 2010Páginas 288ISBN 978-85-7474-488-9

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Capa de A Técnica e os Riscos da Modernidade, Editora da UFSC

Sociologia · Livro

A Técnica e os Riscos da Modernidade

Distingue risco, que pode ser calculado e cabe à sociologia, de perigo, que nasce da própria sociedade moderna e pede a filosofia. Apoia-se em Heidegger para mostrar como a racionalidade calculadora oculta o Ser e afasta o homem do sagrado, e propõe uma ética ambiental que vá além do discurso técnico.

Editora Ed. UFSC, FlorianópolisAno 2001Páginas 216

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Capa de Mística e Sociedade, Paulus

Sociologia · Livro em coautoria

Mística e Sociedade

Com Carlos Eduardo Sell

Em três partes: a primeira busca compreender conceitualmente a mística e refletir sobre a experiência e o pensamento místicos. A segunda mostra como o pensamento místico, aberto ao irracional, questiona a teologia, a filosofia e a sociologia contemporâneas. A terceira lê a modernidade técnica pelas relações entre mística, técnica, ciência, magia, religião, política e moral.

Editora Paulus, São PauloAno 2006

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Capa de Riqueza Volátil: a mineração de ouro na Amazônia, Editora CEJUP

Sociologia · Livro em coautoria

Riqueza Volátil

A mineração de ouro na Amazônia

Apresenta os resultados da pesquisa de 1994 a 1997 sobre o garimpo e a mineração de ouro na Amazônia, feita com Armin Mathis e Daniel Chaves de Brito no NAEA.

Editora CEJUP, BelémAno 1997Páginas 290

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Capa de A Lógica da Decadência, Editora CEJUP

Sociologia · Livro

A Lógica da Decadência

Desestruturação socioeconômica, o problema da anomia e o desenvolvimento sustentável

Reflete sobre a crise da modernidade a partir da relação entre caos e ordem. Sustenta que a era da globalização do capitalismo é também a do agravamento da contradição entre sociedade e natureza, dilema sério para indivíduos e coletividades no fim do século XX.

Editora CEJUP, BelémAno 1996Páginas 327ISBN 85-338-0330-3

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Sociologia · Livro

A Crítica da Razão do Caos Global

Publicado pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), da Universidade Federal do Pará. Registro no SIGAA/UFS.

Editora NAEA/UFPa, BelémAno 1993

Capa de Chaos und Ordnung im Prozess der Industrialisierung, Lit Verlag

Sociologia · Monografia científica

Chaos und Ordnung im Prozess der Industrialisierung

Skizzen zu einer Theorie globaler Entwicklung · Caos e ordem no processo de industrialização

Publicada em alemão, reflete sobre a industrialização e o desenvolvimento sustentável à luz da teoria do caos determinístico, tema da primeira fase de pesquisa de Brüseke na Amazônia.

Editora Lit Verlag, Münster (série Politische Soziologie, v. 5)Ano 1991Páginas 245ISBN 3-89473-205-9

A Wikipedia e o SIGAA/UFS registram o título com variações (Ordnung und Chaos, Chaos und Ordnung). Vale a grafia da capa e do catálogo da editora.

Sociologia da mídia · Livro em coautoria

Blätter von unten

Alternativzeitungen in der Bundesrepublik

Estudo sobre a imprensa alternativa alemã, com Hans-Martin Große-Oetringhaus, citado na literatura sobre mídia local e movimentos alternativos. É o primeiro livro do autor.

Editora Verlag 2000, Offenbach (coleção links pocket)Ano 1981Páginas 144ISBN 3-88534-305-3

Sociologia · Livro em coautoria

Teoria Social e Técnica

Livro em coautoria. Registro no SIGAA/UFS; sem editora confirmada.

Ano 2012

Sociologia · Livro em coautoria

Os paradigmas da modernidade e sua contestação

Livro em coautoria. Registro no SIGAA/UFS; sem editora confirmada.

Ano 2006

Recepção

Resenhas e o que dizem os leitores

Trechos de resenhas acadêmicas e de comentários de leitores, atribuídos à fonte. As traduções do alemão são livres.

Resenha acadêmica · Ambiente & Sociedade

A Técnica e os Riscos da Modernidade

Resenha de Paulo Coutinho · revista Ambiente & Sociedade, vol. 6–7 · DOI 10.1590/S1414-753X2000000100011

Coutinho destaca a distinção entre risco e perigo. O risco admite cálculo e pertence à sociologia. O perigo, ontológico, pede a filosofia. Brüseke recusa uma análise puramente sociológica e recorre à crítica heideggeriana de uma sociedade dominada pela técnica. A razão calculadora, herdeira do princípio de razão de Leibniz, encobre o Ser e aliena o homem do sagrado. O livro propõe voltar ao sagrado, não como religião específica, mas como fundamento filosófico contra o niilismo e para uma ética ambiental que vá além do discurso técnico.

"…uma teoria adequada da sociedade moderna contemporânea tem que se abrir além do horizonte das regiões racionalizadas e suas auto-explicações racionalizantes."Brüseke, p. 52, citado por Coutinho, que dele parte para descrever o caminho do livro pela filosofia de Heidegger.
"Para Heidegger, nosso tempo viu a deserção dos deuses, que não deixaram vestígios, e ficamos sem mesmo sentir a nossa ausência de fundamento."Formulação do próprio Coutinho ao expor a leitura heideggeriana do livro.

A SciELO data a resenha de 2000, e o livro é dado como de 2001 (Ed. UFSC). As duas informações são mantidas como constam nas fontes.

Leitores · LovelyBooks

Zeus und Goldenberg

Nota média 4,4/5 (11 avaliações)

"Sachlich und fast schon nüchtern schreibt Herr Brüseke über die furchtbaren Geschehnisse."lielo99, 4/5. Em tradução: o autor escreve de modo objetivo e quase sóbrio sobre os acontecimentos terríveis.
"Angenehmer Erzählstil, der eindrücklich jedoch wenig brutal ist."DoraLupin. O estilo narrativo é agradável e marcante, mas pouco brutal, o que o torna adequado a quem se inicia no tema da Segunda Guerra.

Leitores · LovelyBooks

Hans Noll in Amazonien

Nota média 4/5 (14 avaliações)

"Der Schreibstil war für mich doch sehr gewöhnungsbedürftig."labelloprincess, 2/5. O estilo de escrita exigiu bastante adaptação.

As notas médias de Wassermann (11 avaliações) e Gringo (6) também são de 4 estrelas na mesma plataforma. Wassermann teve uma Leserunde, um clube de leitura organizado pela plataforma.

O que não foi encontrado. Não foram localizadas resenhas publicadas de A Modernidade Técnica (livro, 2010), Mística e Sociedade, A Lógica da Decadência e Riqueza Volátil. Todas aparecem citadas em referências acadêmicas, mas sem resenha própria nas bases consultadas. Quem tiver acesso a periódicos como Tempo Social, Sociologias ou Novos Estudos pode completar esta seção.

Artigos e ensaios

Leituras online

O SIGAA/UFS registra 43 artigos em periódicos e 16 capítulos de livro, de 1988 a 2013. Aqui estão os que têm texto aberto na internet.

  • 2017

    A Modernização Técnica do Mundo e o Projeto de Melhorar o Homem

    Blog do LABEMUS (UFSC) · 14 dez. 2017

    Mostra como a modernização técnica ocidental se espalhou pelo mundo e gerou suas próprias respostas críticas. Discute o projeto histórico de "melhorar o homem", da teologia cristã ao discurso eugênico e de gênero, e recorre ao thymos de Sloterdijk para analisar a ira política. Ler → · Assistir à palestra →

  • 2009

    A bajulação das massas

    Com Héctor Ricardo Leis · Ciências Sociais Unisinos, v. 45, n. 2 · DOI 10.4013/4889

    De Platão a Sloterdijk, discute os discursos que bajulam e os que desprezam as massas, até o populismo latino-americano. Ler →

  • 2002

    A modernidade técnica

    Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 17, n. 49 · DOI 10.1590/S0102-69092002000200009

    Sustenta que a modernidade nasce com a ciência e a técnica modernas. Apresenta o nacional-socialismo alemão, o comunismo russo e a democracia americana como três tipos ideais de modernidade técnica. A lógica da técnica seria menos racionalidade de fins do que racionalidade contingente. Ler →

  • 1999

    A técnica moderna e o retorno do sagrado

    Tempo Social, v. 11, n. 1, p. 209–230 · DOI 10.1590/S0103-20701999000100012

    Discute a volta do discurso sobre o sagrado com Rudolf Otto e o Heidegger tardio, e nota um paradoxo: as descobertas mais inovadoras da ciência revelam um mundo "estranho, paradoxal e antinômico", qualidades que Otto atribuía ao numinoso. Ler →

  • 1998

    A crítica da técnica moderna

    Estudos Sociedade e Agricultura, n. 10, abr. 1998, p. 5–55

    Ensaio que percorre a crítica da técnica de Heidegger a Beck, passando por Gehlen e pela Escola de Frankfurt. Conclui tratando a técnica como contingente, não inevitável. Ler na CLACSO →

Vídeos

Palestras, aulas e leituras

O canal Brüseke Franz J. reúne seminários e aulas sobre contingência, técnica e teoria social, além de leituras de seus romances. A Dittrich Verlag publicou no seu canal uma leitura e uma conversa sobre Zeus und Goldenberg.

Sociologia: técnica, contingência, modernidade

Literatura: leituras e conversas

Mais vídeos do canal (14)

Linhas de pesquisa

Um fio condutor: a técnica

Segundo a Wikipedia, Brüseke distingue a modernidade técnica, transferível a qualquer lugar do globo, da modernidade política e cultural, que não se globaliza.

01

Modernidade técnica e teoria social

Ciência e técnica como eixo da era moderna. Diálogo com Heidegger, Sloterdijk e Werner Rammert, entre outros.

02

Risco, contingência, caos

Teoria do caos determinístico, complexidade e a ideia de que o mundo técnico "poderia ser diferente".

03

Desenvolvimento e Amazônia

Industrialização fracassada, garimpo, desenvolvimento sustentável e desestruturação sociocultural.

04

Mística, sagrado e ética

O retorno do sagrado na modernidade técnica, mística e moral, ética da resistência.

05

Ética, técnica e ambiente

Sociologia ambiental e a crítica da razão instrumental.

06

Ficção e migração

Migração alemã para a América Latina, o "homem branco" nos trópicos, existencialismo e mística.